MANEL - Tamanho. O Povo vive viciado em medidas. Tudo se quantifica. Qualquer coisa que exista que não se possa medir não tem direito a existir na mente do Povo. "Quantos megapixéis tem a tua câmara?", "Quantos cavalos tem o teu carro?", "Quantos centímetros tem a tua pila?" e por aí fora. E é no tamanho da pila que o Povo é mais minucioso: eles, que pensam que o tamanho esta ligado ao número de fêmeas que conseguem conquistar/copular, elas que imaginam que quanto maior for a pila maior o prazer (burros e cavalos não são chamados para a conversa).
O Povo adora iludir-se com o mito da grandeza e vive convencido que mais é melhor. Tirando aquelas pilas que sofrem de nanismo congénito, é na forma como se usa que está o segredo. Tem mais a ver com a experiência do condutor que com a força bruta do tractor. Anda meio mundo insatisfeito com os tamanhos das respectivas em vez de se preocuparem em aprender a usá-las decentemente (dentro da indecência, claro!).
E se falarmos no outro grande mito que é o tamanho das mamas... Ui...
MARIA - É verdade que há demasiada coisa que se analisa e avalia pelo tamanho que tem… contas bancárias… paciência… simpatia… Mas, no que diz respeito ao tamanho das pilas, lamento informar, mas o tamanho tem influência na coisa! Não digo, Manel, que haja uma medida universalmente aceite como sendo um mínimo qualquer para que haja prazer, mas, de acordo com a fisionomia de cada mulher, existem tamanhos que funcionam melhor e outros que funcionam pior. Informo igualmente que a única coisa pior que um pila pequena que não enche as medidas é uma pila grande que as faz transbordar. O mito de quanto maior, melhor é masculino, não feminino! Nós, singelas receptoras de vossa masculinidade, sabemos o que encaixa bem e o que não encaixa sequer. É como os homens dizerem que o tamanho ideal de um par de mamas é a medida “mão cheia”. Isso não depende das mãos? Depende! E se assim é, porque ficam vocês babados com mamas maiores que o “normal”… porque se deleitam vocês com tamanhos mais reconchudos do que o normal?
O tamanho da pila é “problema” masculino; o das mamas? Feminino. Vocês acham que nós queremos pilas grandes; nós achamos que vocês querem mamas grandes. Seja de que forma for, é dentro de cada sexo que há mais comparações e sentimentos de inferioridade ou glória. Se assim não fosse, vocês não espreitavam de urinol em urinol… e nós não olharíamos para os decotes das outras com ar de inveja ou de satisfação. Digo eu…
MANEL - Claro que qualquer pessoa bem informada sabe perfeitamente que tudo revolve em torno da anatomia. Tem de se analisar se a pila encaixa (ou não encaixa!), se toca nos sítios certos, se aguenta mais de 30 segundos antes de "fechar a loja", etc e tal. O tamanho é só uma das muitas variáveis na complexa dança que é a arte do acasalamento lúdico. Machos que medem pilas para determinar a sua masculinidade e fêmeas que olham para decotes na tentativa de descobrir qual o par de mamas que funciona estão somente a perder tempo com comparações directas e contra-producentes. A ignorância normalmente rege-se pelo menor denominador comum, e o tamanho é esse denominador. O problema do Povo é que só os olhos comem, reage-se aos impulsos mais primitivos, que no principio (há muitos milhares de anos atrás) serviam para uma única função: procriar. Fêmea roliça, seios grandes, ancas largas era sinal de ser excelente parideira e boa para manter a espécie longe da extinção, macho musculado com ar saudável e viril era bom para gerar muitas crias e manter a família bem alimentada. Mas o sexo entretanto evoluiu para algo de mais complexo em que tudo se relativizou, mas o Povo insiste em manter a bitola no passado. Tamanho. Tamanho. Tamanho. Só as medidas é que interessam! Para o Povo só os olhos comem e este não dá hipótese ao cérebro para que possa descobrir outros caminhos mais "prazeirosos". Sim, porque o verdadeiro sexo lúdico reside principalmente no cérebro. Sem a massa cinzenta a intervir activamente no processo a única coisa que o Povo conseguirá fazer é o acto mecânico da cópula. Ponto.
MARIA – Milhares de anos de condicionamento levam a que cirurgiões recebam milhões devido ao aumento de copas e que milhões de mulheres, de repente, vejam um aumento na qualidade da sua vida sexual porque se sentem mais confiantes, mais bonitas… mais femininas. Não será que para poder ter o tal prazer lúdico não seja primeiro necessário conhecermos e sentirmo-nos bem com o terreno de jogo? Claro que há questões que se podem contornar, mas reside o facto de o tamanho importar, mesmo que não deva, nem que seja nos sótãos fantasiosos de cada um. O Povo, básico e eficiente na análise que faz à coisa, prefere primeiro avaliar a propensão para a dádiva de prazer através deste e outros atributos. Convenhamos que experimentar cada tamanho primeiro seria uma canseira e impraticável.
Nas pilas, tal como nos carros, é preciso ter um bom “kit de unhas”, saber andar na coisa, explorar todo o potencial, mas, tal como um motor com 100 cvs não faz o mesmo que um de 200, há coisas que a anatomia de cada um permite e não permite, nem que seja apenas aos donos desses mesmos atributos (ai os complexos do Povo…).
O Povo necessita de engenho. Necessita de saber o que fazer neste terreno. Necessita perceber que enquanto que o tamanho interessa, não é, de facto, tudo.
E lamento, mas mais uma vez, são as mulheres que mais sofrem destas distorções… Ele é saltos altos para empinar o rabo, tornando-o mais atractivo; ele é sutiãs “push-up” que iludem e enganam todos; ele é maquilhagem que tapa e faz sobressair… Que as Mulheres se possam condicionar muito pelo que as outras possam pensar, é certo (concorrência...). No entanto, permanecem os milhares de anos de condicionamento que nos instigam a fazer coisas para nos tornarmos mais atraentes, mais bonitas, mais copuláveis... para os homens!
Ao que parece, isto do sexo lúdico é levado muito a sério. Demasiado a sério…
MANEL - Pois... Muito mais haveria de dizer sobre este tema mas é melhor ficar por aqui senão este texto fica cá com um tamanho... e depois temos o Povo todo a copular em frente ao computador. Vamos com calma... vá!
O Povo adora iludir-se com o mito da grandeza e vive convencido que mais é melhor. Tirando aquelas pilas que sofrem de nanismo congénito, é na forma como se usa que está o segredo. Tem mais a ver com a experiência do condutor que com a força bruta do tractor. Anda meio mundo insatisfeito com os tamanhos das respectivas em vez de se preocuparem em aprender a usá-las decentemente (dentro da indecência, claro!).
E se falarmos no outro grande mito que é o tamanho das mamas... Ui...
MARIA - É verdade que há demasiada coisa que se analisa e avalia pelo tamanho que tem… contas bancárias… paciência… simpatia… Mas, no que diz respeito ao tamanho das pilas, lamento informar, mas o tamanho tem influência na coisa! Não digo, Manel, que haja uma medida universalmente aceite como sendo um mínimo qualquer para que haja prazer, mas, de acordo com a fisionomia de cada mulher, existem tamanhos que funcionam melhor e outros que funcionam pior. Informo igualmente que a única coisa pior que um pila pequena que não enche as medidas é uma pila grande que as faz transbordar. O mito de quanto maior, melhor é masculino, não feminino! Nós, singelas receptoras de vossa masculinidade, sabemos o que encaixa bem e o que não encaixa sequer. É como os homens dizerem que o tamanho ideal de um par de mamas é a medida “mão cheia”. Isso não depende das mãos? Depende! E se assim é, porque ficam vocês babados com mamas maiores que o “normal”… porque se deleitam vocês com tamanhos mais reconchudos do que o normal?
O tamanho da pila é “problema” masculino; o das mamas? Feminino. Vocês acham que nós queremos pilas grandes; nós achamos que vocês querem mamas grandes. Seja de que forma for, é dentro de cada sexo que há mais comparações e sentimentos de inferioridade ou glória. Se assim não fosse, vocês não espreitavam de urinol em urinol… e nós não olharíamos para os decotes das outras com ar de inveja ou de satisfação. Digo eu…
MANEL - Claro que qualquer pessoa bem informada sabe perfeitamente que tudo revolve em torno da anatomia. Tem de se analisar se a pila encaixa (ou não encaixa!), se toca nos sítios certos, se aguenta mais de 30 segundos antes de "fechar a loja", etc e tal. O tamanho é só uma das muitas variáveis na complexa dança que é a arte do acasalamento lúdico. Machos que medem pilas para determinar a sua masculinidade e fêmeas que olham para decotes na tentativa de descobrir qual o par de mamas que funciona estão somente a perder tempo com comparações directas e contra-producentes. A ignorância normalmente rege-se pelo menor denominador comum, e o tamanho é esse denominador. O problema do Povo é que só os olhos comem, reage-se aos impulsos mais primitivos, que no principio (há muitos milhares de anos atrás) serviam para uma única função: procriar. Fêmea roliça, seios grandes, ancas largas era sinal de ser excelente parideira e boa para manter a espécie longe da extinção, macho musculado com ar saudável e viril era bom para gerar muitas crias e manter a família bem alimentada. Mas o sexo entretanto evoluiu para algo de mais complexo em que tudo se relativizou, mas o Povo insiste em manter a bitola no passado. Tamanho. Tamanho. Tamanho. Só as medidas é que interessam! Para o Povo só os olhos comem e este não dá hipótese ao cérebro para que possa descobrir outros caminhos mais "prazeirosos". Sim, porque o verdadeiro sexo lúdico reside principalmente no cérebro. Sem a massa cinzenta a intervir activamente no processo a única coisa que o Povo conseguirá fazer é o acto mecânico da cópula. Ponto.
MARIA – Milhares de anos de condicionamento levam a que cirurgiões recebam milhões devido ao aumento de copas e que milhões de mulheres, de repente, vejam um aumento na qualidade da sua vida sexual porque se sentem mais confiantes, mais bonitas… mais femininas. Não será que para poder ter o tal prazer lúdico não seja primeiro necessário conhecermos e sentirmo-nos bem com o terreno de jogo? Claro que há questões que se podem contornar, mas reside o facto de o tamanho importar, mesmo que não deva, nem que seja nos sótãos fantasiosos de cada um. O Povo, básico e eficiente na análise que faz à coisa, prefere primeiro avaliar a propensão para a dádiva de prazer através deste e outros atributos. Convenhamos que experimentar cada tamanho primeiro seria uma canseira e impraticável.
Nas pilas, tal como nos carros, é preciso ter um bom “kit de unhas”, saber andar na coisa, explorar todo o potencial, mas, tal como um motor com 100 cvs não faz o mesmo que um de 200, há coisas que a anatomia de cada um permite e não permite, nem que seja apenas aos donos desses mesmos atributos (ai os complexos do Povo…).
O Povo necessita de engenho. Necessita de saber o que fazer neste terreno. Necessita perceber que enquanto que o tamanho interessa, não é, de facto, tudo.
E lamento, mas mais uma vez, são as mulheres que mais sofrem destas distorções… Ele é saltos altos para empinar o rabo, tornando-o mais atractivo; ele é sutiãs “push-up” que iludem e enganam todos; ele é maquilhagem que tapa e faz sobressair… Que as Mulheres se possam condicionar muito pelo que as outras possam pensar, é certo (concorrência...). No entanto, permanecem os milhares de anos de condicionamento que nos instigam a fazer coisas para nos tornarmos mais atraentes, mais bonitas, mais copuláveis... para os homens!
Ao que parece, isto do sexo lúdico é levado muito a sério. Demasiado a sério…
MANEL - Pois... Muito mais haveria de dizer sobre este tema mas é melhor ficar por aqui senão este texto fica cá com um tamanho... e depois temos o Povo todo a copular em frente ao computador. Vamos com calma... vá!
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